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Fenômenos Naturais/Erros

                                         
Imagens/Fonte: INFA

Inúmeros fenômenos naturais podem ocasionar erros de interpretação e eventualmente serem alçados, indevidamente, à categoria dos autênticos "Não Identificados".


Entre os mais comuns, destacam-se:

 

1. Satélites Artificiais

Mais de 8.000 satélites artificiais estão hoje em órbita do planeta. Destes, mais de cem (100) podem ser vistos a olho nu.


Os melhores períodos para vê-los são as duas horas que sucedem o pôr do sol e as duas horas que antecedem o seu nascer. A razão disso é que para tornarem-se visíveis, os satélites, que não têm luz própria, devem estar iluminados pela luz solar, enquanto o observador na terra deve ter o céu escuro.

Durante o dia os satélites brilham, mas não conseguimos notá-los por causa do céu claro. No meio da noite eles estão imersos na sombra terrestre, ficando invisíveis. Os de grande tamanho, como a MIR e a Estação Espacial Internacional, são visíveis a olho nu mais facilmente, mesmo quando as condições não são muito favoráveis.

Estes silenciosos caminhantes espaciais tomaram conta do céu a partir do dia 04 de outubro de 1957, quando o Sputinik (satélite soviético) abriu a leva de engenhos artificiais colocados em órbita da terra.

IMPORTANTE: Satélites não descrevem movimentos irregulares ou bruscos na sua trajetória.

 
:: Satélite de comunicação Iridium é fotografado por equipe do Observatório Astronômico de Uberlândia (MG)
 

  Um verdadeiro cinturão de pequenos satélites de comunicação foi   colocado em órbita da Terra a uma altitude aproximada de 780 kms. Cada um deles tem três (3) antenas planas e polidas, como se fossem espelhos, que podem refletir os raios de sol em direção a um observador no solo. Se as condições de posicionamento forem favoráveis, o brilho do satélite pode chegar a ser extremamente forte, podendo dar ênfase a eventual engano e ser confundido com um OVNI.

  Na noite de 02 de maio de 1998, no Observatório Astronômico de UBERLÂNDIA/MG, um grupo de trinta (30) pessoas reuniu-se pela primeira vez para observar o brilho de um IRIDIUM de magnitude "-6". As luzes das casas próximas ao Observatório foram apagadas e uma máquina fotográfica foi colocada em um tripé e apontada para a região do céu onde estava prevista a ocorrência do fenômeno. Com o diafragma totalmente aberto, ela foi disparada trinta (30) segundos antes do instante calculado para o brilho máximo, coletando luz por um (1) minuto. Dessa forma, todo o movimento do satélite e o clarão foram registrados (foto acima). Fonte: Observatório Astronômico de Uberlândia (
http://inga.ufu.br)

DICAS IMPORTANTES:

I - Voce sabia que pode acompanhar os movimentos e passagens de satélites, bem como as efemérides astronômicas e mapa astral, de forma atualizada, do céu de sua cidade ou região? - Para tanto, vá ao website da Heavens-Adove:(http://www.heavens-above.com/countries.aspx) ;

II - Voce sabia que dezenas de satélites caem no planeta, alguns até em áreas habitadas? - Para tanto, vá ao website da "The Aerospace Corporation" e veja sobre previsões e reentradas já efetivadas: (http://www.reentrynews.com/upcoming.html).

 

::Os Satélites artificiais mais famosos da atualidade:
 


Estação Espacial Internacional

 

Telescópio Espacial "Hubble"


 

2. Planetas

Fenômeno ocorrido na madrugada de 23 de abril de 1998.
A Lua , juntando-se aos dois mais brilhantes planetas -Vênus e Júpiter - patrocinou uma cena de raríssima beleza.

E é justamente em virtude desse intenso brilhar de Vênus e Júpiter que o devido cuidado deve ser tomado, mesmo por pessoas experientes, para que não se os venha confundir com falsos OVNIS, principalmente quando nascem, à leste, ou se põem, à oeste.

Nessas ocasiões, em virtude da rotação da terra, é possível perceber suas nítidas e rápidas elevações ou aproximações em relação ao horizonte, dando a impressão de que os movimentos lhe são próprios.

O mesmo ainda pode se dar em relação aos planetas Marte e Saturno, embora estes sejam menos brilhantes.

 

Abaixo, noutra bela cena protagonizada pela natureza e que muito bem poderia ser confundida como um fenômeno de origem ufológica, o planeta JÚPITER é ocultado pela LUA, na madrugada de 07 de setembro de 1998. (Fotos do Observatório Astronômico de Uberlândia/MG)

 
 

 


3. Cometas

A radiação solar provoca evaporação e faz poeira e gases esguicharem de dentro do núcleo, formando a cabeça do cometa (ou coma) e a cauda. As vezes, alguns cometas chegam a ficar tão brilhantes que podem ser vistos em plena luz do dia.

   

Cometa Halley Boop


Cometa
 
Cometa Halley

 
Cometa Halley
   
 
 

 


 4. Nuvens Lenticulares

Nas zonas próximas às cadeias montanhosas, apesar de não frequente, acontecem formações de nuvens muito densas e de perfis extraordinariamente concretos, em forma de um ou vários discos superpostos que podem ser confundidas, por um observador pouco acostumado, com autênticos OVNIS.

Esse tipo de nuvens, que recebeu o nome de lenticular devido a sua forma peculiar, foi fotografada em muitas ocasiões, sendo as fotos mostradas como se tratassem de verdadeiros documentos gráficos de naves extraterrestres. Realmente, à vista da ilustração ao lado, a confusão é desculpável, tanto as dimensões do fenômeno, como os contornos, a nitidez da cor e seu aspecto absolutamente material, superam a definição que proporcionam outras fotografias de OVNIS autênticos

Acima, um autêntico exemplo de nuvem lenticular. A estabilidade de forma presente neste fenômeno natural pode levar pessoas a crerem estar vendo um OVNI. Este documento gráfico foi conseguido, supostamente, na cidade portuária de Santos (SP).

 

 


 5. Meteoros ou meteoritos

Os meteoros ou meteoritos (designação alternativa, de acordo com o tamanho), ao passarem pelas camadas de ar são desintegrados, o que produz um rastro luminoso visível.

São motivos de erros habituais, sobretudo se se tratam de bólidos (meteorito de grande massa), cuja vida ou duração é sensivelmente maior e seu aspecto implica em várias vezes o efeito das simples estelas fugazes.
A grande maioria dos meteoros ou meteoritos tem uma duração em torno de 5 a 10 segundos. Alguns podem cruzar o céu durante mais de um minuto e inclusive ser vistos em plena luz do dia.



Chuva de meteoros

 

 


 6. Balões Meteorológicos ou não

Outro objeto de confusão é o balão. Principalmente os de prospecção atmosférica e do espaço, de formas e tamanhos diferentes, que já foram tomados por verdadeiros OVNIS em numerosas ocasiões.

Ao lado: uma foto despretenciosamente tirada durante uma feira aeronáutica. Após a revelação do filme, uma grande surpresa: um OVNI foi colhido ao fundo. O que poderia passar por uma excelente fotografia de OVNI, no entanto, diferentemente, tratava-se do dirigível Zeppelin, sempre presente neste tipo de evento.

 


 7. Fogo Fátuo

Outro alvo de enganos, o fogo fátuo é um gás especial que emana de substâncias vegetais e animais em estado de decomposição, chamado "hidrogênio fosforado gazoso". Este fenômeno ocorre muito em cemitérios e pântanos. É um gás que contém fósforo e hidrogênio, por isso queima com extrema facilidade, de forma lenta e com movimentos de acordo com a intensidade do vento.

 


 8. Raios Bola

O raios em forma de bola podem produzir efeitos muito surpreendentes. Apesar de ser uma descarga luminosa ainda desconhecida, uma teoria afirma que o fenômeno consiste em que um plasma circular se desprende de uma nuvem, chega até o chão e se desvanece no seu transcurso. Possui uma certa estabilidade, durando vários segundos e, extraordinariamente, até vários minutos. Tem um tamanho de poucos centímetros, mas, com exceções, da ordem de até um metro. Embora se forme em tempo de tempestade, em outras ocasiões pode acontecer com tempo bom. Uma cor muito repetida é o vermelho-alaranjado. Sua velocidade já chegou a ser de até 100 km/h e sua dinâmica é indiferente à direção do vento ou à gravidade. Produz sons similares a zumbidos, desprendendo odor semelhante ao enxofre ou ozônio. Este fenômeno interfere nas emissões de rádio, deixa marcas de queimaduras e outros rastros no chão e já afetou o homem com paralisia, adormecimento e queimaduras. No entanto, não é um fenômeno comum.

 


 9. Aeronaves

O F-117 NIGHTHAWK - O CAÇA INVISÍVEL, mesmo no Hangar, já se parece com OVNIs comumente observados.

A aeronáutica é responsável por boa parte dos equívocos com OVNIS. Os aviões atuais, com suas formas arrojadas, as luzes coloridas, fixas e cintilantes, com focos de poderosa intensidade de iluminação, são motivos de diversos enganos. Pela noite se é incapaz de determinar a silhueta destes aparelhos; além disso, se o seu som não é ouvido, as luzes provenientes dos mesmos podem dar uma impressão afastada da realidade. Em países como os Estados Unidos e o Brasil, os aviões anúncio, aviões dotados de luzes de navegação para voo às cegas (IFR), representam um fluxo contínuo de informes OVNIS, já que sua forma real não é facilmente discernível e seus movimentos parecem insólitos. Os protótipos, aviões militares, engenhos secretos, logicamente favorecem o aparecimento de denúncias de supostos OVNIS. Adicionalmente, sua aparência (mesmo durante o dia) e comportamento podem ficar bruscamente modificados por diversos fatores, tais como, meteorológicos, a escuridão e a própria relação testemunha-trajetória do avião.