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Aviação & Ovnis

 

PILOTO DE TUCANO ACIDENTADO EM SANTOS AFIRMA QUE PERDA DE ASA SE DEU POR FADIGA DE MATERIAL

Por Milton Aloísio de Oliveira*

O Oficial Aviador da FAB, Renato Barreto, piloto do avião Tucano acidentado durante uma apresentação da Esquadrilha da Fumaça, realizada em Santos (SP), em 16 de novembro de 1996, afirmou, em e-mail endereçado ao pesquisador, escritor e produtor de TV, Eustáquio Patounas, da SOCEX, que a perda da asa de sua aeronave se deu por fadiga de material constituído de uma chapa dupla localizada na parte de baixo da aeronave. O referido e-mail foi publicado na Lista de Discussão "International UFO Report", administrada por Eustáquio, na manhã deste domingo.

Renato Barreto declarou que considera ufologia um assunto bastante interessante e que acredita que a vida não pode se resumir apenas a Terra: "(...); costumo dizer que é muita pequenez e pretensão nossa achar que somente aqui haveria vida. Não tenho dúvidas da existência de vida fora de nosso planeta."

Quanto ao acidente ocorrido em Santos (SP), reporta o Oficial Aviador:

"(...) Quanto ao meu acidente, coloquei aqui o link que veiculou numa matéria do Fantástico em 97; meu acidente ocorreu em 16 de nov de 1996. Após o mesmo, e já sendo o meu último ano na Esquadrilha da Fumaça (ficamos no máximo 4 anos e era o fim do meu quarto), fui transferido para Fortaleza, o que já ia ocorrer independente do meu acidente. Lá existia o CPU, Centro de Pesquisas Ufológicas, ao qual pertence o Sr. Reginaldo, que aparece na matéria, e foi quem observou o que ele denominou de sonda ufológica."

Veja a reportagem que veiculou a matéria, acima referida pelo piloto.

Reiterando o que afirmou à época do acidente, assim se posicionou o Oficial Aviador:

"O que eu falei na matéria é o que reafirmo hoje; acho muito curioso o que ocorreu, de um ponto passar a uma velocidade bem superior e em seguida ocorrer a perda da asa. Agora acho muito difícil afirmar que o tal ponto tenha passado exatamente embaixo da minha aeronave. Com toda sinceridade, não vi e nem ouvi nada de anormal, momentos antes da perda da asa. Iria iniciar uma manobra conhecida como "lancevak" quando colocaria a aeronave na vertical; deveria subir com 3,5 G (força da gravidade); não estava puxando 3 quando ocorreu a quebra. Na época da matéria do Fantástico, a Investigação do acidente ainda não havia sido concluída; eu não quis me adiantar às conclusões, mas vinha acompanhando à distância os trabalhos da equipe que chegou a conclusão de fadiga de material."

Falando do avião que pilotava, especificou dados interessantes sobre o mesmo:

"A aeronave Tucano foi projetada para voar 6.000 horas de vôo e a minha estava com aproximados 3.800 horas; existe um outro controle de vida que mede, através de um fadigômetro, o esforço que a aeronave sofre através das forças G; essa vida é medida em %; quando chega a 100%, acaba a "vida" do avião; a minha aeronave estava com aproximados 48%. O que suportava o esforço de G positivo no Tucano era uma chapa dupla que ficava por baixo da aeronave, na junção entre as asas; foi constatado que esta peça, desde a sua fabricação, na fase de polimento, apresentava micro ranhuras que, com o passar do tempo se tornaram pontos frágeis e permitiram a ruptura da chapa; toda a frota do mundo parou no dia do meu acidente, com exceção dos vendidos à França e Inglaterra que pediram com uma estrutura diferente em função das características de emprego que idealizavam."

Confirmou, ademais, que algumas outras aeronaves da 'frota' também já estavam seriamente comprometidas, relativamente à  mesma chapa dupla que quebrou em seu avião, e que, não fosse a ocorrência que o envolveu, fatalmente outros acidentes aconteceriam:

"Em mais aviões da frota foi observado que a chapa que quebrou no meu avião estava seriamente comprometida; possivelmente ocorreriam novos acidentes; a solução foi trocar essa chapa dupla de toda frota por uma tripla, aumentando dimensões e têmperas das peças. Os Tucanos retornaram gradualmente ao vôo em janeiro ou fevereiro de 97; isso já não me recordo com certeza, quanto à data."

Reafirmando que acredita e respeita muito o trabalho dos estudiosos que investigam a fundo as ocorrências ufológicas e que até inveja aqueles que já tiveram experiências pessoais, entretanto e antagonicamente (apesar das filmagens mostrarem a presença de uma pequena sonda na vizinhança da aeronave que pilotava, quando do acidente), alega que nunca vivenciou um caso ufológico:

"(...) eu nunca tive essa sorte."

Termina sugerindo que novas informações sobre o acidente sejam obtidas jundo ao CENIPA, órgão central que trata da investigação de acidentes aeronáuticos.

 

* Milton Aloísio de Oliveira é advogado e presidente do GEO-Grupo de Estudo dos Ovnis. 

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